Tui é um exemplo único de cidade medieval, situada num
promontório rochoso nas margens do rio Minho. Entre a grande riqueza monumental
do centro histórico encontra-se a catedral-fortaleza de Santa Maria, um edifício de estilo
românico e gótico que alberga o Museu Catedralício. À sua volta, ruas estreitas
com arcadas, pontuadas por templos de interesse, como o convento d'As
Encerradas, a capela de San Telmo (único
exemplo do barroco português na Galiza), a igreja de San Domingos e o convento
de San Francisco.
Outros marcos culturais e turísticos são
os restos da muralha do século XII, construída para defender a cidade, e o
importante património ligado à presença judaica, no qual se destacam edifícios como
a casa de Salomão e o
pátio da sinagoga e objetos históricos como os sambenitos. Merece especial
destaque a ponte internacional
sobre o rio Minho, que é atravessada pelos peregrinos a caminho de
Santiago no Caminho Português.
Falar do primeiro templo tudense é falar
da cidade de Tui. Falamos de história e tradição porque, localizada no topo da
colina rochosa, junto à passagem do poderoso rio Minho e à fronteira com
Portugal, a Catedral testemunhou o desenvolvimento histórico desta cidade ao
longo dos séculos.
Ao falarmos sobre a Catedral-Fortaleza de Santa Maria, devemos procurar os antecedentes desta grande construção na primitiva basílica paleocristã dos séculos V e VI, na época do Reino da Suábia, embora os registros arqueológicos indiquem uma ocupação ininterrupta do espaço desde os tempos pré-romanos. Batizada de «Castellum Tyde», a cidade era a capital da região de Grovios, pertencente ao «Conventus Bracarensis»; nos séculos seguintes, tornou-se um centro de especial relevância, um ponto-chave para o comércio e sede de monarcas e nobres poderosos, desenvolvendo principalmente uma intensa atividade comercial em seu porto a partir do século XV. A presença de duas sinagogas da importante colónia judaica durante a Idade Média está inclusive documentada.
A atual catedral começou a tomar forma ao longo do século XII, após os turbulentos períodos das invasões sarracenas e normandas, quando a cidade foi novamente erguida como sede episcopal. Foi então que os bispos, com o apoio de reis e nobres, promoveram a construção do templo, obtendo numerosos privilégios e concessões para esse fim. A presença de muralhas e fortificações denota o caráter defensivo da cidade, dada a sua importância estratégica como encruzilhada e confluência de estradas.
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